Estratégias para aumentar as reservas diretas e reduzir a dependência das OTAs
- Sueli Silva

- 3 de set.
- 4 min de leitura
A hotelaria vive um dilema silencioso: muitos hotéis e pousadas seguem dependentes de OTAs (Online Travel Agencies, como Booking.com e Expedia) para atrair hóspedes, mas acabam pagando comissões altas e perdendo contato direto com o cliente.
A verdade é que seu hotel pode vender muito mais por conta própria, desde que esteja visível nos canais certos, especialmente no Google e nas IAs que já estão ajudando viajantes a escolher onde ficar. Esse é o papel do SEO para hotéis: colocar seu site e sua marca na frente do hóspede antes que ele chegue até a OTA.
Por que depender só das OTAs é arriscado?
As OTAs oferecem visibilidade imediata, mas essa “vantagem” tem um preço alto:
Comissões entre 15% e 25% por reserva.
Pouco controle sobre a experiência digital do hóspede (as OTAs ditam como seu hotel aparece).
Falta de fidelização: o cliente pertence à OTA, não ao seu hotel.
Risco de invisibilidade: se a OTA muda o algoritmo ou prioriza concorrentes, seu hotel some.
Pense assim: as OTAs devem ser um canal de apoio, não a base da sua estratégia. Quem não investe em presença própria fica refém.
SEO para hotéis: construindo independência digital
O SEO (Search Engine Optimization) é o processo de ajustar site, conteúdos e perfis digitais do hotel para que ele apareça naturalmente nos resultados de busca — e hoje também nas respostas de IAs e assistentes de voz.
O grande diferencial é que, ao contrário das OTAs, os hóspedes chegam direto até você, sem comissão.
Exemplo prático:
Um viajante busca no Google: “hotel com café da manhã perto da rodoviária de Curitiba”.
Se o seu site tiver uma página otimizada com esse conteúdo e sua ficha do Google estiver atualizada, o hóspede encontra seu hotel sem precisar abrir o Booking.
Resultado: reserva direta, sem pagar comissão.
A importância de um site atualizado
Muitos hotéis ainda tratam o site como cartão de visitas, quando na verdade ele deve ser um motor de vendas ativo.
Um site desatualizado transmite insegurança. Já um site otimizado e moderno:
Aparece nos resultados de busca.
Responde dúvidas do hóspede antes mesmo do contato.
Facilita reservas com poucos cliques.
Mostra fotos atualizadas e profissionais que despertam desejo.
Se o site não estiver preparado para responder o que o viajante procura, quem responderá será a OTA — e ela vai ficar com a comissão.
Ficha do Google: o canal mais subestimado pelos hotéis
Você já percebeu que, muitas vezes, os hóspedes não acessam o site do hotel? Eles tomam a decisão direto no Google Business Profile (a ficha do Google).
É ali que o viajante vê:
Localização no mapa.
Fotos reais.
Avaliações de outros hóspedes.
Faixa de preços e link de reserva.
Se sua ficha estiver desatualizada, com poucas fotos ou sem informações, você perde reservas antes mesmo de ter chance de competir.
Conteúdo que responde ao hóspede: o segredo do SEO
Um erro comum na hotelaria é acreditar que “basta ter um site”. A realidade é que o conteúdo certo atrai os viajantes certos.
Exemplos de páginas estratégicas:
“Hotel econômico perto da rodoviária de Belo Horizonte”
“Pousada com piscina em Ubatuba para famílias”
“Onde se hospedar em Curitiba antes de seguir viagem”
Esses conteúdos não só atraem quem está pronto para reservar, como também aumentam a chance do seu hotel ser citado por inteligências artificiais quando alguém pergunta: “Qual hotel perto do aeroporto de Salvador é bom para uma noite?”.
SEO local: seu hotel precisa estar no mapa
Mais de 70% das buscas por hotéis são feitas com termos locais, como “hotel no centro de São Paulo”. Por isso, o SEO local é indispensável.
Passos práticos:
Atualize ficha do Google com informações completas.
Mantenha nome, endereço e telefone iguais em todos os diretórios.
Incentive hóspedes a deixarem avaliações detalhadas.
Use fotos reais e recentes.
Quanto mais otimizada sua presença local, maior a chance de aparecer no Google Maps e nas buscas conversacionais de IAs.
Como as IAs estão mudando a busca por hotéis
O viajante já não depende só do Google tradicional. Ele pergunta diretamente à IA:
“Qual o melhor hotel em Recife perto da praia com café da manhã incluso?”
Se seu hotel tiver conteúdo otimizado, ficha atualizada e site com informações claras, a IA pode usar seu hotel como referência na resposta.
Isso só é possível quando:
Seu conteúdo é natural e conversacional.
Você usa FAQ e perguntas frequentes no site.
Há dados estruturados (schema.org) indicando preços, localização, tipos de quarto.
Comparativo: OTA x SEO próprio
Estratégia | Vantagens | Desvantagens |
OTA | Visibilidade rápida | Comissão alta, falta de fidelização |
SEO próprio | Reservas diretas, autoridade, independência | Requer investimento estratégico e constância |
A combinação ideal é usar OTAs como apoio, mas investir pesado em SEO para garantir reservas diretas e previsibilidade.
Um hotel que não investe em SEO está sempre atrasado
O hoteleiro que entende o valor de ter um site atualizado e uma ficha do Google bem cuidada descobre que cada reserva direta é lucro real, enquanto depender apenas das OTAs significa abrir mão de parte significativa do faturamento.
SEO não é mágica, mas é a estratégia mais inteligente para quem deseja crescer de forma sustentável e ser encontrado não apenas no Google, mas também por inteligências artificiais, mapas e buscas por voz.
Se o viajante procura e não encontra você, ele vai encontrar seu concorrente ou uma OTA. A escolha é sua.






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